A história da série Radical da HEAD

Há 28 anos, mais precisamente em 1993, a conceituada marca de equipamentos esportivos HEAD desenvolvia o nascimento de uma das mais famosas séries de raquetes de tênis da história, a série HEAD Radical. A trajetória dessa linha dava seus primeiros passos acompanhada do então jovem Andre Agassi, que abalava o cenário profissional de tênis com sua personalidade “rebelde” inigualável.

Nessa período, Agassi conquistava não só as quadras de tênis, se tornando um dos melhores tenistas de sua geração, assim como também o marketing e a mídia sendo um dos mais populares e mais rentáveis do mercado. Por esse motivo, a HEAD escolheu o norte-americano para ser o cara responsável por encabeçar uma nova linha de raquetes feitas especialmente e sob medida para Agassi. E foi assim que nasceu a linha Radical que permanece até hoje como um dos modelos mais antigos ainda em mercado, perdendo apenas para a linha Pro Staff da Wilson (lançada em 1983).

Desde o primeiro modelo da Radical exclusiva de Andre Agassi, famosa pelas cores em preto e amarelo até o modelo atual da Graphene 360+, cada geração foi se adaptando com diversas pequenas mudanças ao longo dos anos para acomodar as melhores tecnologias e materiais disponíveis no mercado de raquetes de tênis.

E hoje nós contaremos um pouco da história de cada uma delas!

1993: HEAD Radical Tour Trisys 260 OS, Radical Tour 630 e Radical Tour 690

A primeira raquete da icônica linha Radical foi a Radical Tour Trisys 260 OS. Originalmente produzida especificamente para Andre Agassi quando este ainda começava a estourar no tênis. Também ficaram popularmente conhecidas como “Bumblebee” em alusão as mesmas cores do personagem da franquia Transformers. Foi com esse primeiro modelo que Agassi se tornou campeão do US Open de 1994.

A Radical Bumblebee tinha como composição um sistema de amortecimento integrado, 50% de grafite de alto módulo, 5% de fibra twaron e 45% de construção de grafite. No mercado, os tenistas também podiam encontrar os modelos Radical Tour 630 e Radical Tour 690 que emulavam a raquete original de Agassi. As raquetes Radical se tornaram extremamente populares assim como seu dono original, pois eram modelos de bastante personalidade.

Foto: Divulgação/HEAD

1995 – Radical Tour 630 e Radical Tour 690

O Sucesso acumulado em 1994, fez com que Agassi pulasse do Top 20 para o número 2 do ranking mundial. O sucesso estrondoso foi o suficiente para convencer a HEAD a assinar um novo acordo multimilionário de patrocínio com o atleta. E foi assim que tivemos a primeira atualização da linha Radical após dois anos de seu lançamento original com a Radical Tour 690.

A Radical foi atualizada com tecnologia Twintube e recebeu um novo design em preto e branco que garantiu com que a raquete ficasse popularmente conhecida como “Zebra“. Foi com essa raquete que Agassi teve o melhor ano de sua carreira, quando alcançou pela primeira vez o topo do ranking da ATP e conquistou o título do Australian Open de 1995 em cima de seu maior rival Pete Sampras.

Foto: Divulgação/HEAD

1998 – Radical Tour 630 e Radical Tour 690

Em 1998, uma nova versão da Radical Tour foi lançada em 1998 com algumas modificações sutis e um design renovado em comparação com a versão Zebra. No entanto, em sua composição a raquete ainda era construída com a tecnologia Twintube. Assim como suas irmãs mais velhas, os modelos lançados neste ano ficaram conhecidas como Radical 1998 ou Candy Cane (Bengala Doce).

Foto: Divulgação/HEAD

1999 – Ti. RADICAL  

No ano seguinte, pela primeira vez a HEAD lançou uma nova série de raquetes da linha Radical construídas usando material de Titânio como composição da raquete. Foi também a maior mudança dos modelos originas lançados em 1993, principalmente em seu peso com a raquete sendo reduzida para 295 gramas.

Essa raquete ajudou a cravar Agassi na história do tênis já que foi com ela que o tenista se consagrou campeão em Roland Garros, transformando ele no primeiro jogador a vencer todos os Grand Slams, possuir uma medalha de ouro nas Olimpíadas, o título da Copa Davis e das finais do ATP World Tour, feito que viria a ser conhecido como “Career Super Slam

Foto: Divulgação/HEAD

2001 – i. Radical

Mesmo com o sucesso absoluto da Ti. Radical, a HEAD promoveu sua sucessora em 2001 com o lançamento da i. Radical — proposta de raquete melhorada e com novo design.

O principal destaque desse novo modelo, estava na recente tecnologia Intellifiber, que utilizava a energia mecânica provocada pelo impacto da bola e a convertia (em menos de um milissegundo, de acordo com a HEAD) em energia elétrica. Mesmo com essa nova tecnologia a i. Radical também possuía características muito próximas da Ti. Radical .

Com essa raquete, Agassi terminou o ano como o número 3 do mundo e em 2002 enfrentou Pete Sampras pela última vez na final do US Open, onde ele acabaria sendo derrotado pelo rival, que fazia sua despedida do esporte.

Foto: Divulgação/HEAD

2003 – LM Radical

Em 2003, Agassi recebeu novamente um upgrade em seu equipamento com a nova Liquid Metal (LM) Radical. A HEAD introduziu neste modelo, uma nova tecnologia de material para a raquete: um metal com a estrutura atômica de um líquido, que entregava uma potência 29% maior do que as raquetes produzidas com titânio.

Além da inovação de metal líquido, a nova raquete também manteve as tecnologias dos modelos antigos, como a Twintube e a Intellifibre, que em conjunto garantiram uma consistência maior ao conforto e sensação da raquete. Nesse ano, Andre reconquistou a posição de número 1 mundial se tornando na época o jogador mais velho a liderar o ranking da ATP. O norte-americano também assinou com a HEAD um novo compromisso onde ele permaneceria sob contrato com a marca até sua aposentadoria como profissional e posteriormente em suas atividades após a carreira de jogador.

Foto: Divulgação/HEAD

2005 – FXP Radical

Agassi permaneceu utilizando a LM Radical até o ano de 2005, quando a série Radical foi novamente atualizada com a tecnologia Flexpoints que trazia melhorias à aerodinâmica da raquete. Essa tecnologia foi apresentada na FXP Radical, que também possuía buracos precisamente projetados nas laterais da cabeça da raquete responsáveis por oferecer maior controle e direção nos golpes.

Foto: Divulgação/HEAD

A Flexpoints Radical foi a raquete que permaneceu com Andre Agassi até a sua despedida das quadras e do esporte. Em 2006, aos 36 anos, o norte-americano recebeu uma belíssima homenagem sendo aplaudido de pé durante 4 minutos pelo público caseiro presente no US Open.

2007 – Microgel Radical

Mesmo com Agassi aposentado, a linha de raquetes Radical continuou evoluindo e de acordo com a HEAD, para aprimorar a sensação da raquete foi desenvolvida a tecnologia Microgel.

A Microgel Radical era composta por um material à base de silicone com a densidade mais baixa dentre todos os materiais anteriores da família Radical. Isso, combinado com as fibras de carbono que traziam rigidez, criaram uma raquete com incrível qualidade de resposta. Essa raquete foi adotada por nomes como Andy Murray e Robin Soderling que ajudaram a manter a história da Radical seguindo em frente.

Foto: Divulgação/HEAD


2009 – YouTek Radical

Murray alcançou sua primeira final de Major e venceu seu primeiro título de Masters na carreira com a Microgel Radical em 2008. Rapidamente evoluindo sua performance e subindo no ranking da ATP, parecia que a linha Radical havia encontrado uma nova cara após a aposentadoria do lendário Andre Agassi.

E foi com esse movimento que tivemos novamente uma atualização na icônica linha de raquetes da HEAD com o lançamento da YouTek Radical, que prometia uma nova tecnologia altamente progressiva que se adaptava ao modo de jogo de seu usuário.

Em 2009, com a ajuda da YouTek Radical Pro, Murray alcançou as quartas de final de Roland Garros e as semifinais de Wimbledon, o que garantiram o jogador como o número 2 do ranking, derrotando rivais como Rafael Nadal e Novak Djokovic pelo caminho. Dessa forma, ele também passou a ser considerado pelos fãs e pela mídia especializada como integrante do chamado grupo Big Four (quarteto de tenistas masculinos que dominou o cenário competitivo durante os anos de 2008 até 2017).

Foto: Divulgação/HEAD

2012 – YT IG Radical 

Em 2012, mais uma atualização com a YouTek IG Radical. A nova versão trazia a já conhecida tecnologia YouTek e a inovadora fibra Innegra. O modelo Pro utilizado por Murray, também recebia a adição de CAP Grommets que adicionavam maior massa à cabeça da raquete.

Murray e sua nova raquete conquistariam uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Londres derrotando Roger Federer e o US Open de 2012 contra Djokovic.

Foto: Divulgação/HEAD

2014 – Graphene Radical

Seguindo o ritmo dos avanços tecnológicos, a HEAD nos apresentou em 2014 a Graphene Radical Pro, a primeira Radical a trazer o novo material de grafeno, que alinhava estabilidade e leveza, em sua composição. Essa versão também entregou avanços na sensação e na velocidade de resposta da raquete em comparação com o modelo anterior.

Foto: Divulgação/HEAD

2016 – Graphene XT RADICAL  

Com a introdução da nova geração da tecnologia de grafeno, a Graphene XT tinha uma estrutura mais forte, com melhor distribuição do peso no cabo e na parte de cima da raquete. Isso possibilitava a redução no peso total da raquete, porém mantendo o swingweight convencional dela.

Dessa forma, os atletas possuíam uma raquete mais rápida, só que com o mesmo peso. Consequentemente essa configuração permitia ao tenista alcançar maior potência com menos esforço, possibilitando um swing mais rápido.

Foto: Divulgação/HEAD

2018 – Graphene Touch Radical

O próximo passo da tecnologia Graphene veio com a Graphene Touch Radical. Com a intenção de alcançar uma sensação e conforto melhores, a HEAD reconfigurou sua tecnologia líder, introduzindo em seu novo modelo um material de amortecimento (chamado Kraibon) que absorvia os efeitos do choque da raquete com a bola, o que produzia uma redução maior e muito mais rápida da vibração da raquete após esse impacto.

Em nossa loja da Casa do Tenista, você pode encontrar o modelo Graphene Touch Radical, nas versões GT Radical S ou GT Radical MP Lite.

Foto: Divulgação/HEAD

2019 – Graphene 360 Radical

No ano seguinte, foi a vez da Graphene 360 Radical chegar ao mercado com uma leve atualização da tecnologia de grafeno. Esse upgrade proporcionava maior estabilidade e transferência otimizada de energia gerando maior potência ao jogador, isso graças ao material resistente e leve da composição de Graphene 360.

Essa junção de propriedades desse material permite uma redistribuição de pesto otimizada, aumentando a estabilidade da raquete e facilitando os golpes de forma mais sólida e rápida durante as partidas.

Foto: Divulgação/HEAD

2021 – Graphene 360+ Radical

Por fim, chegamos ao mais recente lançamento da HEAD, a Graphene 360+ Radical, quase trinta anos após a origem da primeira raquete Radical de Andre Agassi (a Bumblebee). Nossa equipe acredita que essa é uma nova etapa grandiosa para essa linha icônica de raquetes. A combinação da tecnologia de transferência de energia da Graphene 360 e das inovadoras fibras espirais, fornece uma flexibilidade aprimorada, entregando um mix de potência, controle e spin.

Foto: Divulgação/HEAD

Em nosso blog, vocês podem encontrar o review do modelo Radical MP 360 + feita pelo nosso playtester Rodrigo. E em nossa loja, vocês também podem adquirir a pré-venda dos novos modelos 2021 da série Radical da HEAD. Temos disponíveis as raquetes Graphene 360+ Radical Pro e a Graphene 360+ Radical MP ambas com padrão de cordas 16×19.


Esperamos que tenham gostado deste breve histórico dessa série de raquetes lendárias da HEAD. A Radical é um dos modelos mais procurados em nossa loja e uma das melhores opções de raquetes de performance no mercado.

Lembramos que estamos sempre dispostos a auxiliar nossos clientes em nossas redes sociais e estamos à disposição para qualquer dúvidas em nossos canais de atendimento pelo Whatsapp (51) 98032-5500, pelo telefone (51) 3093-1610 ou e-mail: atendimento@casadotenista.com.br.

Até a próxima, pessoal!

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