Como foi a edição de 2022 do Rio Open

Depois de dois longos anos de espera, a edição de 2022 do maior torneio de tênis da América do Sul e único da ATP no Brasil teve o seu tão esperado retorno reuniu mais de 60 mil pessoas no Jockey Club Brasileiro ao longo das 2 semanas de competição nas quadras do saibro no Rio de Janeiro.

Contando com uma volta triunfal que trouxe grandes nomes do esporte ao país, como o jovem campeão Carlos Alcaraz, o argentino Diego Schwartzman, o italiano Fabio Fognini e o italiano Matteo Berrettini (número 6 do mundo), a expectativa pelo decorrer do torneio era altíssima entre os espectadores presentes no evento.



Tivemos belos confrontos, outros não tão animadores assim, a chuva deu um grande banho de água fria nos torcedores e também nos tenistas, que não ficaram muito satisfeitos com a organização do torneio. E contando com a presença deste que vos escreve, vamos dar um resumão do que foi o principal torneio de tênis do Brasil.

As áreas do evento e suas atividades:

Um primeiro ponto a abordar é que logo na entrada havia a exigência do comprovante de vacinação do público e quem não apresentava o passaporte junto com documento com foto, poderia ser barrado. Em meio a toda essa polêmica da imunização de Novak Djokovic, ver um torneio se posicionar firmemente, exigindo a vacina não só dos fãs, mas como dos atletas participantes é um grande ponto positivo.

Além disso, trabalhando a sua imagem pró sustentabilidade, a edição de 2022 teve como foco mostrar ao público que o evento não só se preocupa, como tenta ser um modelo de responsabilidade ambiental. Em parceria com a ENGIE, maior empresa privada de energia do Brasil, o projeto conta com a descarbonização do evento em si, das emissões de CO2 derivadas do deslocamento do público e do desenvolvimento de ações sustentáveis como a utilização de copos reutilizáveis nos bares, a reciclagem do lixo produzido e a destinação de resíduos orgânicos para a compostagem.


A já tradicional loja oficial do torneio, La Boutique, contou com diversos produtos licenciados e estava a todo momento lotada de fãs que buscavam uma lembrança dessa primeira edição pós-pandemia. Os produtos oficiais contavam com bonés, copos temáticos, garrafas squeeze, chaveiros, toalhas em formato de quadra, camisetas e até mesmo roupas para bebês.

Ao longo de toda sua estrutura, havia uma área interativa, o Leblon Boulevard, com diversas atrações para o público, com stands, as lojas e uma praça de alimentação. Sua espaço interativo contou com aproximadamente 10 mil m² – área comparável à de grandes eventos do circuito mundial – e ofereceu opções de entretenimento e gastronomia, com ações dos patrocinadores, restaurantes, bares e food trucks entre os intervalos dos jogos.

Outro local disputado foi a Praça Rio Open, onde estava localizado um dos maiores bares disponíveis, telão gigante para acompanhar as partidas e uma belíssima vista para o Cristo.


Outra ação realizada pela organização foi a presença dos “cãodulas“, responsáveis por entrarem na quadra para catar as bolinhas usadas pelos tenistas durante algumas partidas. Além de ser uma imagem muito fofa e ter virado uma febre entre as crianças que tiravam fotos e sorriam pros animaizinhos, o ato tinha uma importante mensagem: os doguinhos que participaram da ação fazem parte do time do abrigo Patinhas Anônimas, que fica no Rio de Janeiro e tinham como objetivo chamar a atenção para a adoção de pets abandonados.

Cãodulas' viram estrelas do Rio Open em campanha para adoção [vídeo] - Só  Notícia Boa

O Nêmesis do evento:

Infelizmente a chuva foi a grande vilã em mais uma edição do Rio Open. Como todos os bons fãs acostumados com o torneio no Rio faziam piada durante a queda d’água: “Não é Rio Open se não tiver chuva”. O problema é que essa é uma questão recorrente e que precisa ser levada mais a sério pela organização do evento.

Desde o início da segunda semana a previsão do tempo indicava possibilidades de fortes chuvas e até que de fato ela inundasse as quadras era preciso tomar uma providência para prevenir que ela atrapalhasse o decorrer do evento. No entanto, isso não aconteceu e o que se viu foi bastante confusão e indecisão no planejamento.

Na parte noturna do dia 17, no horário em que se realizava a partida entre Carlos Alcaraz contra o argentino Francisco Delbonis, a forte pancada de chuva interrompeu os jogos. Sem uma lona de proteção, o estádio principal Guga Kuerten foi tomado pela água e a quadra permaneceu alagada por um longo período.

A torcida que só podia se esconder em um único local, o Leblon Boulevard, se abrigou por completo no espaço que ficou superlotado. Em um primeiro momento se aguardava a melhora no clima, mas como não havia expectativa as partidas foram remanejadas para o dia seguinte. Todo mundo sabe que a meteorologia nem sempre é precisa, mas é preciso ter um plano de emergência para esse tipo de situação.

Na tarde seguinte, depois de longas seis horas de espera, Matteo Berrettini concluiu a duríssima vitória sobre o brasileiro Thiago Monteiro, enquanto Alcaraz acabou por derrotar seu rival Delbonis.

O torneio e a grande final:

Com 18 anos, 9 meses e 15 dias, o espanhol Carlos Alcaraz se converteu no tenista mais novo a faturar um título de ATP 500. O recorde pertencia ao italiano Jannik Sinner, que aos 19 anos venceu em Washington, no ano passado.

Com o título no Brasil, o segundo da sua carreira – o primeiro é o do ATP 250 de Umag 2021 -, Alcaraz alcanço o top 20 pela primeira vez na curta carreira como profissional. O espanhol chama atenção no circuito mundial desde muito jovem. O primeiro ponto no ranking veio aos 14 anos e 9 meses. Já a primeira vitória em um torneio nível ATP foi em sua estreia no Rio Open, em 2020, quando tinha 16 anos. Diante dessas conquistas, é inevitável a comparação com o compatriota Rafael Nadal, o maior vencedor de Grand Slams.

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