Como saber quando devo trocar as cordas da minha raquete?

Quando você está naquela partida importante e durante um golpe certeiro acaba arrebentando uma de suas cordas, além de ser uma situação frustrante, é também um momento bem óbvio de que você precisará de um encordoamento e um novo rolo de cordas para a sua raquete, certo?

No entanto, é importante perceber que na prática, nem sempre o rompimento das cordas na raquete será o momento ideal para troca-las por um novo encordoamento. Antes disso acontecer, existem alguns sinais que você pode ficar atento e que mostram que a sua corda já não está apresentando a mesma qualidade e está chegando o fim de sua vida útil.

É importante falar que se você estiver se baseando apenas em quando elas não aguentam mais e estão arrebentando, você pode estar perdendo bastante do seu desempenho. Isso porque existem jogadores que passam longos períodos sem romper suas cordas e a tensão e a resistência das mesmas está atrelada à qualidade do material, à sua construção e ao estilo de jogo de seu usuário.



Se você é um desses jogadores frequentes que não sabe exatamente quando é o momento certo para trocar suas cordas ou simplesmente aguarda que elas arrebentem para depois trocar, primeiro saiba que você não está sozinho. Essa é uma questão muito comum que já foi feita por milhares de jogadores e até mesmo os melhores profissionais um dia já passaram por essa dúvida.

Existem muitos fatores que afetarão a vida útil das cordas de uma raquete, e por isso tentaremos cita-los ao longo deste artigo para tentar esclarecer todas essas perguntas. Continue lendo para saber tudo o que você precisa sobre a vida útil das cordas.

O que acontece quando as cordas perdem a tensão?

Quanto uma raquete de tênis é encordoada, as cordas são puxadas e amarradas pela máquina de encordoamento para criar tensão. Quanto mais alongadas as cordas ficarem, maior será a tensão perdida e com o tempo elas ficarão mortas. Esse efeito é similar ao de um elástico, que com o tempo e o uso vai perdendo a resistência de sua propriedade e consequentemente se tornando mais frouxo.

Quando a vida útil das cordas vão chegando ao fim, elas começam a estragar e a correr o risco de arrebentarem durante a jogatina. Enquanto isso não acontece, você poderá perceber que a sensação durante os golpes será diferente, como uma falta de sensibilidade que pode ser notada principalmente pelos jogadores mais experientes. Essa sensação é comumente chamada de “corda morta”, que é quando de fato ela começa a apresentar esses problemas que podem maximizar efeitos de vibração e piorar muito o controle de bola.

Essa sensação é difícil de se descrever em palavras, mas tenistas experientes conseguem sentir a falta de contato e controle, além de perceberem quando isso acontece.

Portanto, as cordas quando entram no final de sua vida útil, não conseguirão mais entregar sua qualidade natural e consequentemente irão prejudicar o seu jogo. Você será menos efetivo nos golpes, terá menos rotação, menos potência e será mais difícil controlar a direção da bola. É por isso que é importante estar ciente de quando suas cordas estão entrando nessa fase para poder trocá-las e voltar a jogar de forma eficaz.

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Quanto tempo duram as cordas?

Em primeiro lugar, precisamos explicar algumas coisas. Na prática, nós descobrimos que não existe um cálculo ou regra exata para saber quando exatamente a sua corda irá apresentar problemas. Como mencionamos acima, isso depende de muitos fatores. Dizemos isso, pois ao longo dos nossos anos de experiência com encordoamento em nossa loja e conversando com nossos clientes, analisando seus relatos, a frequência com que são feitas essas trocas, as técnicas e os materiais disponíveis, percebemos que existem diversas variações que influenciam no tempo de durabilidade das mesmas.

Se você quer saber um pouco mais como funciona a classificação de durabilidade das cordas, sugerimos que leia nosso artigo “Quanto tempo duram as cordas?“, pois nele tentamos explicar de maneira resumida como isso acontece.

Mas voltando ao tema central, o nosso conselho e o que recomendamos aos nossos clientes é que cada tenista tente trocar seu jogo de cordas pelo menos uma vez por ano, pois nesse período, a tensão definitivamente cairá com o tempo e com isso a rigidez da corda também terá sido afetada.

Para além disso, nós mencionamos que existem alguns sinais que podem indicar que seja o momento certo para você trocar suas cordas. Por exemplo, se você notar que a sensação dos seus golpes está menos satisfatória, ficando cada vez mais difícil de conseguir golpes responsivos e seus erros não-forçados estão aumentando, isso pode ser um problema de perda de rigidez na corda, que ainda que não consiga arrebentá-la, é o suficiente para prejudicar o seu jogo e a sua performance.

How Often Should You Restring Your Tennis Racquet? - peRFect Tennis

Quais são essas variáveis que influenciam na durabilidade das cordas?

De maneira geral são essas listadas abaixo:

1) O tipo de material;

Essa é a mais óbvia dentre todas. Suponhamos duas situações idênticas de teste (mesmo jogador, mesma quadra, mesma bola e mesma raquete), mas na primeira temos na raquete uma corda de tripa sintética e a segunda está com uma corda multifilamentada. O resultado e a quantidade de vezes em que seria preciso trocar esse jogo de cordas seria obviamente diferente uma da outra. Isso porque são as propriedades físicas da construção dessas cordas que influenciarão qual corda irá se desgastar mais rapidamente e qual irá durar mais.

How to Choose a Tennis String | Wilson Sporting Goods

2) O seu nível e o seu estilo de jogo;

Quanto mais avançado for o seu nível de jogo, maior serão os seus recursos em quadra e naturalmente com um leque maior de golpes e técnicas à disposição, mais você estará exigindo de sua raquete e de suas cordas. Além disso, o seu estilo de jogo também afeta diretamente esse atributo.

Por exemplo, um jogador de nível iniciante com um estilo mais defensivo, reativo e orientado para manter a bola em quadra terá muito menos chances de romper suas cordas quando em comparação com um atleta que possui um padrão com mais golpes potentes e o uso constante de spin.

3) Seu equipamento;

A estrutura, o padrão de cordas e o sistema de ilhós (grommets) que você escolher também terão uma grande influência. Em suma, a maioria das raquetes terá o mesmo efeito no desgaste das cordas, mas existem algumas que realmente podem causar resultados terríveis nesse aspecto.

What are the best tennis rackets for serve and volley players ? – Go Sports

4) Sua frequência de jogo;

Outro aspecto bastante óbvio está na quantidade de vezes que você pratica ou utiliza a sua raquete, pois certamente isso terá influência no desgaste das cordas. No entanto, esse quesito têm muito mais a ver com o elementos descrito acima (seu nível e estilo de jogo) do que com a frequência como um fator único por si só.

Como falamos na questão acima, um rebatedor com golpes pesados que joga todos os dias possui grandes propensão a arrebentar suas cordas com mais facilidade do que um jogador avançado que tenta controlar o jogo mantendo a bola rodando em quadra.

5) As condições de jogo (quadra, clima, etc…) e armazenamento:

Outra influência pode ser observada nas condições no momento em que você estiver jogando. Por exemplo, locais ou dias com temperaturas mais altas quase sempre encurtam a vida útil das cordas, isso porque elas aumentam a perda de tensão entre elas. Da mesma forma, o local onde você armazena o seu equipamento também pode prejudicar a tensão e a durabilidade da mesma. Evite esquecer sua raquete no carro em um dia ensolarada, por exemplo.

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Sinais de que a sua raquete precisa de um novo encordoamento:

Como já mencionamos no artigo, se você é um jogador de nível bastante avançado será capaz de sentir quando suas cordas começarem a ter uma sensação diferente do normal. Perceber essa sensação é o diferencial para que você possa trocar logo suas cordas ante que elas arrebentem em um momento inoportuno.

E caso você ainda não tenha o conhecimento necessário, em qualquer sensação de alteração na qualidade das cordas, você também pode procurar um instrutor ou encordoador que possa verificar se há algum problema em sua raquete.

Vamos listar a relação de sinais que podem indicar que as cordas de sua raquete estão próximas da morte abaixo:

  • Se as cordas apresentarem algum tipo de desgaste evidente à vista;
  • Se as cordas estão se movendo de uma maneira muito estranha do convencional;
  • Se as cordas fazem um som diferente, como uma “pancada” com o contato com a bola;
  • Se você percebe que está com dificuldades de controlar a bola;
  • As cordas costumam ter um som estridente quando você as move com os dedos, se esse não for o caso, também pode ser um sinal.

Cabe ressaltar que as cordas podem se desgastar e ficarem ruins mesmo sem serem utilizadas. Dito isto, o padrão de quando as cordas se aproximam do fim de sua vida útil também pode ser resumida ao nível e a preferência do jogador. Por exemplo, tenistas profissionais serão capazes de dizer a diferença entre uma raquete que foi encordoada no dia anterior e uma raquete que foi encordoada uma semana antes. No entanto, a maioria dos amadores não será capaz de dizer a diferença entre uma raquete recém encordoada ou uma que está a mais 6 meses com a mesma corda.

Serviços e encordoamento

Considerações Finais:

A verdade é que as cordas de tênis inevitavelmente estragam com o tempo. Por mais cara ou avançada tecnologicamente, todas possuem uma vida útil que um dia chegará ao fim, devido aos diversos fatores influenciadores como o clima, o nível dos jogadores, a frequência de uso, etc. Perceber quando é o momento ideal de trocá-las em sua raquete pode ser imprescindível para evitar com que elas arrebentem e te deixem desamparado durante uma competição ou uma jogatina mais séria.

As dicas explicitadas logo acima neste artigo devem lhe dar uma boa ideia de quando isso acontecerá. Em caso de dúvida, peça conselhos a um treinador de confiança. Geralmente, é melhor trocar o seu encordoamento se houver dúvidas de que suas cordas estão morrendo, mas em todo o caso, sempre procure ajuda se não souber o que fazer.

Por isso, caso esteja procurando uma loja de confiança para fazer o encordoamento de sua raquete, estamos à disposição para a retirada de dúvidas e incentivamos que não deixe de entrar em contato conosco pelas nossas redes sociais ou pelos nossos canais de atendimento ao cliente no telefone: (51) 98032-5500, WhatsApp: (51) 3093-1610 ou em nosso e-mail: atendimento@casadotenista.com.br.

Nossos clientes de Porto Alegre podem solicitar o nosso serviço de encordoamento delivery entrando em contato pelos números indicados acima e combinar os horários disponíveis com a nossa equipe. Também disponibilizamos o site www.encordoamentoct.com.br, onde é possível agendar seu encordoamento em nossa loja física em Porto Alegre. O sistema salva todas as informações de seu encordoamento e posteriormente você pode conferir o seu histórico.  Escolha a corda de sua preferência, a tensão desejada e faça o agendamento conosco!

Garantimos que um profissional da nossa equipe irá atendê-lo da melhor maneira possível!

Até a próxima, pessoal!

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