Previsão Akron WTA Finals Guadalajara 2021

A temporada de 2021 da WTA caminha para a sua conclusão no maior evento deste fim de ano, o Akron WTA Finals Guadalajara, onde as oito principais tenistas e que tiveram mais conquistas em 2021 se enfrentam pelo título que encerra a temporada do circuito feminino. A 50ª edição da WTA Finals será realizada em Guadalajara no México e está marcada para começar na próxima quarta-feira (10/11) se encerrando no dia 17 de novembro.

Depois de um ano em que a edição do torneio teve de ser cancelada devido à pandemia de COVID-19, as finais da WTA regressam em Guadalajara — cidade estreante, já que o torneio originalmente seria realizado em Shenzhen, na China — com um fato histórico. Esta será apenas a terceira edição em que todas as participantes são representantes do cenário europeu — esse feito só havia acontecido em 2006 e 2015.



Outro dado interessante é que dentre as oito participantes, seis estarão fazendo suas estreias na competição, sendo elas: Aryna Sabalenka (Bielorrússia), Barbora Krejcikova (República Tcheca), Maria Sakkari (Grécia), Iga Swiatek (Polônia), Paula Badosa (Espanha) e Anett Kontaveit (Estônia). Karolina Pliskova (República Tcheca) e Garbiñe Muguruza (Espanha) são as únicas que já participaram do evento anteriormente.

Também vale destacar que Krejcikova (campeã em Roland Garros) será a única vencedora de um Grand Slam em 2021 presente no torneio, já que a australiana nº 1 do mundo Ashleigh Barty decidiu não participar por conta das medidas de restrição e quarentena em seu país. Enquanto, Naomi Osaka (campeã no Australian Open) e Emma Raducanu (campeã do US Open) não conseguiram a pontuação necessária para classificação.

Data, Superfície e Formato:


  • Data: 10 a 17 de novembro
  • Local: Estádio Akron de Tênis – Panamerican Tennis Center, Guadalajara
  • Superfície: Hard court ao ar livre
  • Premiação Total: 5 milhões de dólares

Resumindo, o WTA Finals é disputado anualmente ao final do circuito, sendo o último torneio da temporada. A competição reúne as oito jogadoras com maior classificação no ranking mundial da WTA. Vale destacar, que além do torneio de simples, também é disputada a competição de duplas, ou seja, as oito melhores duplas do ranking na temporada também se enfrentam pelo título do WTA Finals.

O formato do evento também difere das competições tradicionais do circuito. As chaves eliminatórias dão lugar à famosa fase de grupos. As oito competidoras são divididas em dois grupos de quatro, onde elas enfrentam as outras três adversárias de seu grupo. Quando todas tiverem se enfrentado pelo menos uma vez, as duas melhores de cada grupo avançam para as semifinais, onde a 1ª do grupo A enfrenta a 2ª do grupo B e a 1ª do grupo B joga contra a 2ª do grupo A.

Grupos:


O sorteio dos grupos da edição 2021 da WTA Finals foi revelado com as jogadoras divididas entre os grupos Chichén Itza e Teotihuacán, sendo Aryna Sabalenka e Barbora Krejcikova as cabeças de chave dos respectivos grupos.

No primeiro, a número 2 do ranking WTA terá em sua chave Iga Swiatek, Paula Badosa e Maria Sakkari. Enquanto a campeã de Roland Garros enfrentará páreo duro com duas ex-líderes do ranking, Karolina Pliskova e Garbiñe Muguruza, além da estoniana Anett Kontaveit, que vêm em excelente fase no circuito.

Confira a tabela abaixo:

Grupo Chichén ItzaGrupo Teotihuacán
1 – Aryna Sabalenka2 – Barbora Krejcikova
4 – Maria Sakkari3 – Karolina Pliskova
5 – Iga Swiatek6 – Garbiñe Muguruza
7 – Paula Badosa8 – Anett Kontaveit

Grupo Chichén Itza – Estreantes brigam para se provar


Com quatro das seis estreantes do torneio neste grupo, será uma grande oportunidade para que duas delas possam sobressair e consequentemente capitalizar em cima do evento, ganhando momentum para continuarem se provando no circuito.

  • Aryna Sabalenka – 2ª no Ranking WTA

A cabeça de chave, Sabalenka teve uma ótima temporada, finalmente disputando as etapas de semifinais de dois torneios Grand Slams (Wimbledon e US Open), vencendo dois títulos (Abertos de Abu Dhabi e Madrid) e alcançando a 2ª colocação no ranking da WTA — sua melhor marca na carreira. No entanto, nesse final de ano sua forma em quadra tem decaído, além de ter perdido algumas semanas afastada por ter testado positivo para COVID-19.

No retrospecto contra suas adversárias, a bielorrussa leva vantagem contra Sakkari (4×1), perde para Badosa (0x1) e nunca enfrentou a polonesa Swiatek. Vindo de sua melhor temporada na carreira, resta saber se Sabalenka será capaz de apresentar a performance que lhe garantiu duas semifinais de Grand Slam em 2021.

  • Maria Sakkari – 6ª no ranking WTA

Curiosamente, Maria Sakkari é a única no grupo que não levantou uma taça em 2021 e vê no WTA Finals a sua última oportunidade do ano. No entanto, engana-se quem acha que a grega não teve uma boa temporada ou que não era merecedora da vaga.

Sakkari conseguiu aparições nas semifinais de Roland Garros e do US Open, que foram fundamentais para que ela se tornasse a primeira mulher grega a figurar no Top 10 do ranking mundial da WTA. Ela também leva a melhor contra Swiatek (2×0), perde para Sabalenka (1×4) e nunca enfrentou Badosa.

  • Iga Swiatek – 9ª no ranking WTA

A polonesa que foi a sensação de Roland Garros em 2020, não conseguiu repetir a mesma temporada do ano passado. No entanto, ela conseguiu manter uma ótima temporada focando em se consolidar no circuito internacional e no top 10 da WTA. Em 2021, Iga conquistou os títulos do Adelaide International (WTA 500) e do Italian Open (WTA 1000), onde amassou a nº 4 do mundo Karolina Pliskova por 6-0, 6-0.

Sendo a mais jovem da competição (20 anos), seu recorde é negativo contra suas oponentes, perdendo para Sakkari (0x2), Badosa (0x1) e nunca enfrentado Sabalenka.

  • Paula Badosa – 10ª no ranking WTA

A espanhola estourou nessa etapa final do ano, conquistando seus dois primeiros títulos de simples na carreira — entre eles, o último torneio WTA 1000 do ano, o prestigiado Indian Wells, onde derrotou a antiga número 1 do mundo, Victoria Azarenka — que garantiram sua entrada no Top 10 do ranking pela primeira vez na carreira e consequentemente a vaga em Guadalajara no último minuto.

Badosa enfrentará Sakkari pela primeira vez, leva vantagem de 2×0 em confronto direto tanto contra Sabalenka, contra Swiatek e possui grandes chances de surpreender na competição.

Grupo Teotihuacán – Mix de Veteranas e novatas se chocam


Diferente do primeiro grupo, o Teotihuacán é composto por duas grandíssimas veteranas que já estiveram no topo do ranking da WTA em Karolina Pliskova e Garbiñe Muguruza. Do outro lado, temos duas estreantes do WTA Finals, que estão dando seus primeiros passos na busca de se firmarem como algumas das melhores tenistas do circuito mundial em Barbora Krejcikova e Anett Kontaveit.

  • Barbora Krejcikova – 3ª no ranking WTA

Depois de vários anos de sucesso como jogadora duplista, Krejcikova surpreendeu ao fazer uma transição estrondosa para as competições de simples. A tcheca estabeleceu uma sequência de 15 vitórias consecutivas, onde nesse período conquistou seu primeiro título de simples no Internationaux de Strasbourg (WTA 250) e logo engatou seu primeiro título de Grand Slam de simples em Roland Garros.

Ela será a única jogadora a competir tanto no torneio de simples, quanto no de duplas em Guadalajara e a primeira a fazer isso desde 2016, quanto Pliskova realizou esse feito. Krejcikova possui um recorde positivo contra Muguruza (2×1), negativo contra Pliskova (0x2) e ainda não enfrentou Kontaveit. Vale destacar que a tcheca participou recentemente da Copa Billie Jean King e isso pode pesar na fadiga e no desempenho da atleta.

  • Karolina Pliskova – 4ª no ranking WTA

A tcheca Karolina Pliskova têm sido um exemplo de modelo a ser seguido quando o assunto é consistência. Desde 2016, ano em que estourou no circuito, essa será a quinta participação consecutiva da atleta no WTA Finals. No entanto, 2021 não foi um ano animador para a jogadora. Com um início de temporada desanimador, Pliskova chegou a ficar de fora do Top 10 da WTA pela primeira vez desde 2016, mas conseguiu se recuperar ao alcançar a final do torneio de Wimbledon.

Sua última partida terminou em uma derrota surpreendente para a brasileira Beatriz Haddad Maia no Indian Wells. A fase não é das melhores, mas seu histórico pesa à favor. Nas últimas três edições do torneio, Pliskova alcançou pelo menos as semifinais do WTA Finals. E no retrospecto frente às suas adversárias, ela também leva vantagem: 8×2 contra Muguruza, 3×0 contra Kontaveit e 2×0 contra Krejcikova.

  • Garbiñe Muguruza – 5ª no ranking WTA

Nesta edição, Garbiñe Muguruza fará sua quarta participação na WTA Finals. No entanto, seu melhor resultado no evento foi ter alcançado a semifinal no ano de sua estreia na competição, em 2015. Nos último anos, a espanhola teve dificuldades com seu desempenho, não conseguindo se classificar em 2018 e 2019, mas desde 2020, a tenista voltou à competitividade do qual é característica.

A duas vezes vencedora de Grand Slams teve um início de ano espetacular, chegando a duas finais e vencendo o WTA 1000 de Dubai. Porém, infelizmente ela teve que lidar com uma lesão na perna esquerda que a tirou das quadras por um tempo. Na volta, ela conquistou o título do WTA 500 de Chicago e chegou à quarta rodada do US Open.

Em relação ao retrospecto contra as adversárias, Muguruza tem um desempenho péssimo: perde de 2×8 para Pliskova, 1×2 para Krejcikova e empatando com Kontaveit. Ela precisará estar em sua melhor forma, caso queira brigar pelo título.

  • Anett Kontaveit – 8ª no ranking WTA

Embora ainda pouco conhecida — há algumas semanas seu nome não era nem cogitado para estar presente no torneio —, Kontaveit é definitivamente a participante que vive a melhor fase dentre todas as tenistas do torneio. Desde o final agosto, ela conquistou quatro títulos, acumulando um retrospecto de 26 vitórias em 29 jogos, incluindo uma sequência de 10 vitórias consecutivas.

Ela chega para a sua primeira participação no WTA Finals na melhor fase de sua carreira, tendo conquistado quatro dos seus cinco títulos nos últimos meses, todos em quadras duras e que a alavancaram até a 8ª posição do ranking da WTA — sua melhor marca pessoal.

Ela fica atrás de Pliskova (0x3) no confronto direto, mas empata com Muguruza (2×2) e ainda não enfrentou Krejcikova. Sua excelente fase coloca sua confiança lá em cima e provavelmente ela irá tirar o máximo de proveito desse boost de momentum.

Previsões:

Nossa previsão para o grupo Chichén Itza é na grega Maria Sakkari e na espanhola Paula Badosa. Swiatek e Sabalenka não estão tão bem, enquanto Sakkari é explosiva e Badosa teve um ótimo fim de temporada. Por isso apostamos nas duas últimas.

Enquanto para o grupo Teotihuacán é Karolina Pliskova e Anett Kontaveit. Acreditamos que a veterana se sairá bem e a estoniana usará sua excelente forma para passar de fase.

Para a final, nossa previsão é de um embate entre Kontaveit e Pliskova como apostas. E vocês, o que acham? Quem irá levantar o último troféu do ano da WTA? Comentem em nosso texto ou em nossas redes sociais.

Até a próxima, pessoal!

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